domingo, 13 de novembro de 2011

“Personal car”


Este foi o mais novo e ridículo nome (ainda mais porque não é em português) que inventaram para uma função que pessoas sem o que fazer inventaram para suprir a sede dos que tem mais apreço aos seus carros que talvez pelas pessoas. Há algum tempo, como assinante de uma revista conhecida de muitos brasileiros pela sua grande circulação, me impressiono com o montante de comerciais referente a carros estampadas em grande parte de suas páginas. São inúmeras as inovações, os modelos são inesgotáveis, os acessórios  faltam fazer as vezes dos donos e dirigir, eles próprios, o carro. Para quê tudo isso, fico me perguntando. Se alguém pergunta-me se acho bonito ou feio tal modelo de carro, respondo, na lata, sem medo se ser grosseiro (muitas vezes confesso que sou mesmo) que se tiver roda, volante e buzina, para mim, são todos iguais! Agora vieram com esta história de “personal car”. O que é isso: uma pessoa que se contrata para verificar um carro usado antes de ser comprado. Meus instintos anti-carro sinalizaram na hora. Que bobagem! Para quê mais essa agora? A idolatria pelos carros está ficando algo doentio para os humanos que podem ter acesso cada vez mais fácil a eles, que cada vez estão sendo fabricados em maior quantidade e a despeito da tão propalada qualidade de poluírem menos, pois de nada adianta poluírem menos (o ideal seria que DESPOLUÍSSEM!) se eles se reproduzem como ratos nas ruas! Até a China, que até alguns anos atrás servia de exemplo de bom senso, pelo alto índice de bicicletas pelas ruas, passou a adotar a ridícula filosofia de adoração aos carros, herdada dos americanos. Podem pensar o que quiserem desta atitude minha. Não me envergonho das minhas idéias, pelo contrário, sempre as assumi, antes de proclamá-las, sem contudo me eximir de pecados. Por exigência das circunstâncias, possuo carro, apesar de andar, em 90% das vezes, a pé. Mas a família tem que ir junto e aí, temos que nos deixar vencer pelas circunstâncias. Mas isso não me impede de pensar e de ter idéias. Reparto-as, pois talvez interesse a alguém. Acredito, sinceramente, que a comunicabilidade que a internet nos dispõe serve para algo mais que colocar “o que você está pensando” no feice búque para ver a reação de outros que desperdiçam o tempo respondendo, “curtindo” e, mais precisamente, gastando o tempo que não pára, em algo que leva a exclusivamente nada, mas pode levar à criação de novas profissões, como a utilíssima recém chegada ao Brasil, o “personal car”. Parece brincadeira!
Ricardo Lopes Rocha

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